Neil Carvalho

Desenvolvimento, lifehacks e outras coisas


Configuring rbenv on fish shell

25 Nov 2015

This weekend I made a clean install of OS X on my machine, and when I was about to install zsh and prezto again, I thought about trying out fish shell. So why not?

It's not POSIX compatible, so there's some gotchas. When installing rbenv, I had a couple problems when setting the environment variables and initializing the function.

First of all, fish does not have an EXPORT command. You set variable environments using SET. Another thing is that fish's PATH is a list, instead of a semicolon- sepatared string. So, setting the path becomes:

set -x PATH $HOME/.rbenv/bin $PATH

Now, the trickiest and most difficult part to find on Google: setting up the rbenv function. rbenv's README says you need to add eval "$(rbenv init -)" to your profile, but you first have to convert it to fish's syntax. Add instead:

rbenv init - | source

TLDR: Add to your .config/fish/config.fish:

set -x PATH $HOME/.rbenv/bin $PATH
rbenv init - | source

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Troca de mini-hábito

31 Jan 2015

Depois de algum tempo pensando sobre isso, resolvi que o hábito de escrever 50 palavras por dia não está em sua melhor hora pra ser cultivado.

Deixe-me explicar: ao decidir os quatro primeiros hábitos, fiz uma lista de cerca de 10 hábitos, versão full size, que eu gostaria de ter. Depois, para cada da lista, respondi mentalmente a uma série de porquês, para entender o motivo de eu querer tê-los. Terminei com uma lista de quarto hábitos, entre eles a escrita.

Para a escrita, o objetivo era conseguir me expressar melhor, de maneira mais articulada. Isso é algo que eu quero pra vida, e que me traz problemas hoje. Mas há coisas mais importantes. Me deixei ser influenciado pela sugestão do livro e escolhi escrever 50 palavras por dia, ao invés de fazer alguma dessas coisas de maior importância.

Decidi trocar o hábito da escrita pela meditação. Tenho lido bastante sobre meditação, inclusive escrito sobre, e vi que é mais importante agora entender e treinar minha mente do que conseguir me expressar melhor. É isso não significa que vou parar de escrever, apenas não está mais na minha lista. Esse post, inclusive, não está sendo escrito como uma obrigação.

tl;dr: troquei o mini-hábito de escrever 50 palavras por dia pelo mini-hábito de meditar 3 minutos por dia

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Meditação

21 Jan 2015

Desde minha adolescência, quando comecei a questionar o mundo e os costumes ao meu redor, tive algumas fases onde fiquei de alguma forma fascinado pelo budismo e sua filosofia. Estudei a religião e vi que não era bem pra mim, por causa do lado espiritual que nunca engoli, com karma e reencarnações, mas outras partes nunca perderam o encanto.

A que mais me chamou a atenção desde sempre foi a meditação. Aqueles monges de robes laranjas sentados no topo das montanhas certamente tinham algo a ensinar. Aquela paz que eles passam não veio do céu. Aí terminei deixando pra lá, mas não por por muito tempo.

Sempre pensei que meditação fosse ficar parado pensando na vida, filosofando sobre seus fatos e como lidar com eles. Ou então, se não fosse isso, talvez fosse ficar parado sem pensar em absolutamente nada, quase como se estivesse dormindo sem sonhar, mas mais consciente.

Enfim, há alguns meses tive um retorno à meditação. Finalmente fui procurar entender melhor o que é e como que posso fazer. Vi alguns vídeos, inclusive um sobre uma meditação de um minuto. Como assim, os monges não ficam meditando por 12 horas sem parar?

Então, no depois de algum tempo indo e voltando, dessa vez com intervalos bem menores, conheci o Headspace. É basicamente uma meditação guiada, que vai te apresentando lentamente aos conceitos e métodos da meditação, mas com uma gratificação instantânea. Recomendo fortemente.

Encornarei também alguns canais no YouTube com meditações guiadas, inclusive em português, para quem não está disposto a pagar os 12 dólares mensais do Headspace - ou não entende inglês mesmo. É muito gratificante parar por 10 ou 20 minutos no seu dia e entender o que está acontecendo na sua cabeça.

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Técnica Pomodoro

18 Jan 2015

Num post anterior, escrevi sobre a maneira como divido o trabalho através do tempo: 25 minutos de trabalho a cada 30 minutos. Esse foi um resumo bem preguiçoso para quem não usa a técnica Pomodoro, que é melhor detalhada no link. Vou tentar resumir um pouco melhor a técnica aqui.

A técnica Pomodoro é um paraíso pra quem não consegue parar numa única tarefa e perde o foco, seja navegando no Facebook ou interrompendo a tarefa e começando uma outra coisa. Também é ótima pra tarefas extremamente chatas, onde queremos desesperadamente fazer outra coisa.

O material básico é: um papel e um timer. Podem ser usados aplicativos, mas dá pra ser usado só um papel, onde fica sua lista de tarefas, e um cronômetro, temporizador ou daqueles timers de cozinha - aliás, é daí que vem o nome da técnica.

Coloque sua lista de tarefas no papel, uma tarefa por linha. Como a unidade básica de tempo do Pomodoro é de 25 minutos, tente calcular em quantos blocos essa tarefa vai ser terminada, e faça um quadrado para cada bloco ao lado da tarefa. Não se preocupe em ser muito preciso, você vai melhorar com o tempo, e de qualquer forma a estimativa por tempo costuma ser bem falha por natureza.

Após as tarefas estarem bem definidas e estimadas, vamos ao trabalho! Ligue o seu timer em 25 minutos e comece a trabalhar. Coloque um fone de ouvido daqueles bem grandes, uma burqa, uma camisa na cabeça, que seja. Deixe bem claro que você está focado e não deixe ninguém te interromper.

Se alguém, por algum acaso, te interromper, tire os fones, ~~olhe com cara de desprezo~~ e faça uma marca próximo à tarefa indicando que você foi interrompido. É interessante diferenciar as interrupções: se foi interna - você perdeu o foco sozinho e foi pro Facebook - ou externa - alguém chegou no seu lado e te cutucou.

Após o período de 25 minutos, marque um X em um quadrado ao lado da tarefa, coloque o timer pra 5 minutos e vá fazer alguma outra coisa. É importante não fazer “só mais um pouquinho” (embora eu faça, quando vai demorar menos que ~15 segundos). Nesse tempo eu vou beber água, mijar, responder às perguntas no Hipchat, olhar se chegou algum e-mail importante e esticar os braços e pernas.

Voltando um pouco à interrupção, há uma “penalidade” pra quando elas ocorrem. Não faço em 100% dos casos, mas dependendo do tempo que ela me toma, reinicio o timer e começo tudo de novo. Faço isso em todas as interrupções internas, e nas interrupções externas quando envolve mais do que apertar uma mão.

A cada 4 pomodoros - o que leva 2 horas se não houver nenhuma interrupção - podemos tomar um merecido descanso de 15 minutos. E isso não é nenhuma perda de tempo, uma vez que várias soluções para problemas que estávamos lutando durante os períodos de foco aparecem nessa hora.

Para finalizar, alguns aplicativos que uso ou tentei usar:

Pomodoro One - Mac

Aplicativo bem simples de Pomodoro para Mac. Gosto dele porque é leve, tem a opção de mostrar o tempo restante na barra de menus e ainda é bonitinho. Foi o que mais me dei bem para Mac até hoje.

O único defeito dele é não controlar essas pausas mais longas de 15 minutos.

ClearFocus - Android

Outro aplicativo bem simples, mas um pouco mais completo que o Pomodoro One. A interface dos dois é extremamente parecida, arrisco até dizer que um dos dois teve um pouco de inspiração do outro. O legal é que ele controla esses períodos de descanso maior, e tem a opção de desligar a Internet do celular, os sons e as vibrações.

Como nada é perfeito, não gosto de prestar atenção no computador e no celular ao mesmo tempo. Mas para quem conhece, é uma boa.

OFFTIME - Android

Esse eu ainda nem usei, mas gostei da proposta. É um aplicativo que tanto pode ser usado para a técnica Pomodoro quanto pra deixar seu celular mais “distante” enquanto você está numa mesa de bar com os amigos. Ele permite que o uso do celular seja quase que completamente bloqueado durante um período, excluindo uma whitelist de contatos e aplicativos.

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Mini-hábitos e fins de semana

18 Jan 2015

Acredito que um dos motivos para não conseguirmos adquirir hábitos seja a inconsistência entre os dias de semana. Como cultivar alguns hábitos que tentamos fazer logo cedo se acordamos às 7 da manhã nos dias de semana e meio-dia nos fins de semana?

Hoje foi meu primeiro dia depois de quase uma semana praticando meus mini-hábitos, e a percebi uma resistência bem maior. O legal é que essa estratégia torna os hábitos tão ridículos que eles se tornam pequenos demais pra serem ignorados, mas ainda assim senti uma dificuldade maior.

Relembrando, escolhi fazer todos os dias: escrever 50 palavras, fazer uma flexão, guardar uma coisa fora do lugar e estudar 10 minutos. Guardar uma coisa já está se tornando bem automático, mas escrever um parágrafo já exige um pequeno preparo, nem que seja tirar o celular do bolso. A flexão eu estou com preguiça - hehe - e os estudos vou fazer assim que terminar aqui.

Enfim, voltando ao assunto da hora de acordar. Já li que vários CEOs de grandes empresas acordam na mesma hora todos os dias e seguem exatamente a mesma rotina assim que acordam. Com isso, imagino que aquela moleza de fim de semana nem apareça - mas também é importante ter uma hora certa para dormir.

Alguém acorda todos os dias na mesma hora? O que acham que isso impacta no seu dia-a-dia e nos seus hábitos?

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Interrupções

15 Jan 2015

Tenho um problema de manutenção de foco. Dependendo do nível de foco, se passar uma mosca a 5 metros de distância, eu já esqueço o que estava fazendo e viro um doutorando em moscologia.

Agora calcule o que acontece com o celular apitando a cada tweet, e-mails chegando a cada 2 minutos, grupos de família no WhatsApp com um bom dia e feliz aniversário a cada 10 minutos e perguntas constantes no Hipchat, nossa ferramenta de comunicação dentro da empresa. Sem contar o telefone, as reuniões (quando não participo) e até mesmo uma eventual cutucada no ombro.

Comecei a tratar isso já há alguns meses, quando entrei numa dieta de informação bastante necessária. Desabilitei as notificações do meu celular pra praticamente tudo, exceto mensagens diretas no WhatsApp e Twitter, SMS e, claro, ligações. Aquelas vibrações constantes me mantinham num estado de ansiedade constante e também atrapalhavam qualquer outra coisa que eu estivesse fazendo.

Em seguida, desliguei os sons do computador. Pensei que as notificações visuais atrapalhariam menos que as sonoras, mas ainda não estava bom o suficiente. Depois de algum tempo, passei a não conseguir mais ignorar o ícone do Hipchat piscando por mais que 1 minuto, e isso já quebrava qualquer linha de raciocínio.

Agora estou tentando o seguinte: desabilitei todas as notificações do computador, sonoras ou visuais. Estou trabalhando em períodos de 25 minutos de foco a cada 30 minutos, aí olho esses e-mails e mensagens no período de descanso. Ah, o contador de e-mails e mensagens está sempre à vista, mas pelo menos não é um ícone pulando sem parar.

Vejamos se o dia de trabalho melhora com isso. O objeto não é me fechar ao mundo exterior, apenas manter um pouco de ordem para que eu não só ajude os outros, mas também consiga produzir bem.

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Learner's High

15 Jan 2015

Outro dia ouvi falar sobre o runner’s high, que seria a sensação de prazer quando alguém sente depois de algum tempo praticando exercícios intensos, devido à liberação de endorfinas. É o que faz com que algumas pessoas vão pra academia não só por hábito, mas por um vício.

Hoje senti algo que deve ser parecido. Estava estudando e cheguei num assunto que me era novidade, e a cada palavra lida eu sentia um arrepio e vontade de pular falando “CARALHO, QUE FODA!”. E o pior que não era nada de mais, só sobre algo que iria facilitar bastante o desenvolvimento de alguns testes.

Depois percebi que essa sensação já tinha acontecido outras vezes, mas parece que meu cérebro não estava ligando as coisas. Tomara que agora fique mais fácil manter um ritmo diário de estudos, ficando até viciado como aqueles marombeiros de academia (sem a parte de ficar me olhando no espelho com uma fita métrica).

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Organização de cabos

13 Jan 2015

Eu estava incomodado com os cabos da minha mesa do trabalho. Uso dois monitores, um teclado com fio (que tá começando a me dar agonia, hehe), cabo de rede (o roteador daqui tem implicância com Macs), e pra completar, um mini-ventilador USB pra refrescar meu calor constante, pois sento no lugar mais quente da sala.

Não é muita coisa, eu sei, mas esse pouco já gera um bolo de fios que fica difícil de organizar. Já tentei passar o excesso para a parte de baixo da mesa, usando fita adesiva, mas a fita não aguentou o peso e terminou soltando, por mais reforçada que estivesse.

Aí tive uma ideia: e se eu usasse aqueles ganchinhos adesivos, de colar na parede? Como eu já havia comprado os ganchinhos pra tentar organizar as tampas de panela em casa (sem sucesso), resolvi dar essa nova chance a eles. E parece ter dado certo!

Ainda há muito a melhorar, mas seguem algumas fotos (organizei só os meus, por enquanto):

Por baixo

Por coma - estava muito pior

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Mini-hábitos

12 Jan 2015

Tenho lido vários livros que falam sobre hábitos nos últimos meses. O problema é que não consegui aplicar, de fato, nenhum deles na minha vida, e meus hábitos têm surgido como sempre: de forma desorganizada, nem sempre bons e ainda mais raramente na área que quero que surja um bom hábito.

Aí encontrei um pequeno livro de 150 páginas que me deu um boost de motivação: Mini Habits: Smaller Habits, Bigger Results. Ele está disponível “gratuitamente” no Kindle Unlimited, no meio daquele mar de livros de qualidade duvidosa (e eu havia acabado de ler um bem ruim).

Esse livro fala de uma técnica bem interessante para se adquirir hábitos, sem muito esforço nem resistência. A ideia é fazer uma determinada tarefa bem pequena - estupidamente pequena, a ponto de ser pequena demais pra você não fazer - todos os dias. O exemplo inicial, que o autor usa como exemplo, é fazer uma flexão (uma!) todos os dias.

Isso não te limita a fazer apenas uma, pode fazer mais 5, e mais 10, e mais 5, mas encare esses extras como um bônus. O interessante disso é que a tendência é você fazer mais do que o estipulado, já que a resistência inicial é sempre a mais difícil de vencer. Esse texto mesmo eu comecei com meu mini-proto-hábito de escrever 50 palavras por dia (o que escrevi no primeiro parágrafo).

Estipulei, como sugerido, 4 áreas em que quero melhorar e adquirir bons hábitos: saúde, escrita, estudos e organização. Para isso, defini 4 mini-hábitos para fazer todos os dias:

  • Fazer uma flexão;
  • Escrever 50 palavras;
  • Estudar durante 10 minutos;
  • Guardar uma coisa que está fora do lugar;

Isso tudo, religiosamente, todos os dias. Sem falta.

Vai que no fim do ano eu corro uma maratona, escrevo um livro, aprendo uma nova linguagem e tenho a casa (e a vida) impecavelmente organizados? A intenção é essa, e estou começando devagar.

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Como estou conseguindo não acessar o Facebook

02 Feb 2014

No começo da semana, estava eu no Facebook, quando vi um amigo compartilhando um teste do TIME.com que calcula quanto tempo você já passou lá. Fiz e fiquei chocado: já perdi 3 meses naquele time sink. 91 dias. Em horas, fica mais fácil enxergar o tamanho do estrago: 2184 horas.

Porra, nesse mesmo tempo eu teria feito tantas outras coisas úteis. Poderia ter aprendido uma língua e quase atingido a fluência. Poderia ter aprendido uma nova linguagem de programação, ou aprendido a tocar violão, ou lido centenas de livros. É muito tempo.

Aí resolvi tomar uma providência. Como não posso/consigo simplesmente apagar a conta, dificultei meu acesso a ela. Como? Usando o LastPass. Como não sei minha senha ~do feice~ (assim como de qualquer outro site/serviço), se eu não conseguir usar o LastPass, não consigo acessar minha conta.

Pra isso, usei o recurso de identidades. Criei uma identidade chamado "Já perdi 2184 horas da minha vida e quero perder mais" (nada como a culpa, meus amigos) e movi o Facebook pra lá. O resto dos sites tá na identidade "Geral", e eu tenho que re-digitar a senha pra trocar de identidade.

É tanto trabalho que eu termino não entrando. E essa semana foi bem produtiva.

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